Ainda que palavras houvessem, nada diriam
Daquilo que fui, daquilo que sou, do que nunca serei...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Ser, parecer
Entre o desejo de ser
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
retitui-nos ao ser
que fazemos de conta que somos
Mia Couto
(in Raiz de Orvalho)
e o receio de parecer
o tormento da hora cindida
Na desordem do sangue
a aventura de sermos nós
retitui-nos ao ser
que fazemos de conta que somos
Mia Couto
(in Raiz de Orvalho)
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Difícil escolha
http://www.youtube.com/watch?v=d08X2lN669k
You walked with me, footprints in the sand
And helped me understand where I'm going
You walked with me when I was all alone
With so much I know along the way
Then I heard you say
I promise you, I'm always there
When your heart is filled with sorrow and despair
I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
I see my life flash across the sky
So many times have I been so afraid
And just when I have thought I've lost my way
You give me strength to carry on
That's when I heard you say
I promise you, I'm always there
When your heart is filled with sorrow and despair
And I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
When I'm weary, well, I know you'll be there
And I can feel you when you say
I promise you, I'm always there
When your heart is filled with sadness and despair
I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
I promise you, I'm always there
When your heart is full of sadness and despair
I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
(Footprints In The Sand)
Leona Lewis
You walked with me, footprints in the sand
And helped me understand where I'm going
You walked with me when I was all alone
With so much I know along the way
Then I heard you say
I promise you, I'm always there
When your heart is filled with sorrow and despair
I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
I see my life flash across the sky
So many times have I been so afraid
And just when I have thought I've lost my way
You give me strength to carry on
That's when I heard you say
I promise you, I'm always there
When your heart is filled with sorrow and despair
And I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
When I'm weary, well, I know you'll be there
And I can feel you when you say
I promise you, I'm always there
When your heart is filled with sadness and despair
I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
I promise you, I'm always there
When your heart is full of sadness and despair
I'll carry you when you need a friend
You'll find my footprints in the sand
(Footprints In The Sand)
Leona Lewis
domingo, 7 de setembro de 2008
De regresso...
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
Viii!...Parabéns!
(26/08/2008)
Rendo-me!
À alegria, ao sorriso, à boa disposição.
E já agora ao bolo de chocolate...
Tu és linda!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
terça-feira, 19 de agosto de 2008
domingo, 27 de julho de 2008
Procura a maravilha
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Frase do Dia
"O primeiro passo para a mudança é a aceitação. Uma vez que você aceite a si mesmo, você abre a porta para a mudança. Isso é tudo o que você tem que fazer. Mudança não é algo que você faz, é algo que você permite."
Will Garcia
Will Garcia
quarta-feira, 16 de julho de 2008
terça-feira, 15 de julho de 2008
Quebro o silêncio
Quebro o silêncio, esse esquecido
Da vida que gira, não passa do nada
Julgo que o sinto, amor proibido
De onde vem, não sei, não serve de nada!
A vida que tinha essa já passou
O amor que sinto, nunca o senti
O passado, o presente acabou
E o vento não é o mesmo que soprou!...
Por isso, para quê saber o dia
Esse dia, que de longe já o perdi
Pois não entendo este sentimento de agonia…
Não esqueço, nada pedi, nada queria
Mas porquê não sinto alegria
Neste mundo de magia, nesta vida o que mudou?!...
Da vida que gira, não passa do nada
Julgo que o sinto, amor proibido
De onde vem, não sei, não serve de nada!
A vida que tinha essa já passou
O amor que sinto, nunca o senti
O passado, o presente acabou
E o vento não é o mesmo que soprou!...
Por isso, para quê saber o dia
Esse dia, que de longe já o perdi
Pois não entendo este sentimento de agonia…
Não esqueço, nada pedi, nada queria
Mas porquê não sinto alegria
Neste mundo de magia, nesta vida o que mudou?!...
Asa Livre
Pólo Norte
Como um pássaro que vai
Quando uma porta se abre
Não olhes para trás e vai depressa
Como a noite quando cai
Abraçando a cidade
Deixa simplesmente que aconteça
Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas, eu fico bem
Como um barco que se afasta
De uma das margens do rio
Não há um só lado na vida
Quando um beijo já basta
Corpo quente em corpo frio
Deixa que aconteça a despedida
Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas, eu fico bem
E que a despedida
Seja só o recomeço
Livre asa solta
Voa alto, eu não te esqueço
Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas, eu fico bem
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Quando estou só reconheço
Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por cousa esquecida.
Fernando Pessoa
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Sei o que sei
Sei o que sei, nada mais acrescento,
Meu dilema é o mundo, a vida é tudo um lamento
E cada vez que olho para mim
Cada vez menos me reconheço
Nesta vida sem apreço
Este mundo, num turbilhão…
Esta confusão…
Agarro a mão não sei de quem,
Quem partilha este meu sentir
Que longe ouço risos de festejos
Será daqui, ou doutro mundo que os vejo…
Não me quero considerar mais só sem nada
Mas a triste e saudosa madrugada
Vai e volta sem valor, sem pudor,
Bem guardada…
Meu dilema é o mundo, a vida é tudo um lamento
E cada vez que olho para mim
Cada vez menos me reconheço
Nesta vida sem apreço
Este mundo, num turbilhão…
Esta confusão…
Agarro a mão não sei de quem,
Quem partilha este meu sentir
Que longe ouço risos de festejos
Será daqui, ou doutro mundo que os vejo…
Não me quero considerar mais só sem nada
Mas a triste e saudosa madrugada
Vai e volta sem valor, sem pudor,
Bem guardada…
segunda-feira, 7 de julho de 2008
domingo, 6 de julho de 2008
Frase da Semana
"Assim que você confiar em si mesmo, você saberá como viver."
Johan Wolfgang Von Goethe
Johan Wolfgang Von Goethe
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Lágrimas Ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
Florbela Espanca
terça-feira, 1 de julho de 2008
Já não me importo
Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.
Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei
Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,
Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,
Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.
E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.
Fernando Pessoa
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.
Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei
Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,
Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,
Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.
E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.
Fernando Pessoa
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